"A Corte Constitucional afirmou com detalhes em seu veredicto que as eleições parlamentares não foram constitucionais e que toda a composição do Parlamento é ilegítima desde a sua eleição", segundo a agência.
"Não queremos (o poder), mas, de acordo com a decisão da Corte essa lei (o poder) volta para nós", indicou a fonte militar.
Um dos líderes da Irmandade Muçulmana egípcia denunciou como um "golpe de Estado" a decisão da Alta Corte Constitucional de considerar "inconstitucional" o Parlamento atual, dominado pelos islamitas.
A decisão da corte é um "golpe de Estado total", afirmou Mohamed Beltagui na página no Facebook da Irmandade Muçulmana, depois de a corte ter afirmado que o Parlamento é "inconstitucional e sua composição inteiramente ilegal".
Justiça mantém candidatura de ex-premiê de Mubarak nas presidenciais
O Alto Tribunal Constitucional do Egito também decidiu invalidar uma lei que proíbe aos ex-altos funcionários do regime de Hosni Mubarak disputar as eleições, o que permitirá que Ahmed Shafiq seja candidato nas presidenciais que serão realizadas neste fim de semana.
Ahmed Shafiq, último primeiro-ministro de Mubarak, enfrentará no segundo turno das persidenciais, em 16 e 17 de junho, Mohamed Mursi, candidato da Irmandade Muçulmana.
Por outra parte, a Suprema Corte também decidiu que a lei que rege as eleições legislativas, nas quais os islamitas levaram a maior parte das cadeiras, é inconstitucional.
A Corte considerou inconstitucionais alguns artigos de lei relativos às eleições legislativas que se referem aos votos atribuídos pelo sistema de eleição uninominal, o que afeta um terço dos deputados, indicou a agência Mena. O resto dos votos foi atribuído por um sistema de listas.