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Juremir: Revista francesa combate o fanatismo religioso

Sede da empresa teria sofrido ataques com coquetéis molotov recentemente

Sede da empresa teria sofrido ataques com coquetéis molotov recentemente
Sede da empresa teria sofrido ataques com coquetéis molotov recentemente Foto : Bertrand Guay / AFP / CP
A revista Charlie Hebdo, que sofreu um ataque terrorista na manhã desta quarta-feira, em Paris, na França, é uma publicação que mistura humor com texto de investigação e denúncia. Segundo o jornalista Juremir Machado da Silva, a revista vinha publicando charges satirizando Maomé e sofreu ataques com coquetéis molotov recentemente.

O colunista do Correio do Povo, que já morou e lecionou em universidades parisienses, explica que é um jornal de combate, que ataca principalmente o fanatismo religioso. Em uma “comparação bem absurda” a revista poderia ser comparada a um CQC: “mistura reportagem com humor”, explica Juremir. “É muito corrosivo ao poder e se caracteriza por um humor politicamente incorreto”, completa.

Na última capa da revista, publicada nesta terça-feira pelo Twitter, é feita uma ironia sobre o lançamento do mais recente livro de Michel Houellebecq, que ocorre nesta quarta-feira e causa grande mobilização na capital francesa. O livro, segundo Juremir, é sobre o islamismo.

A obra é uma ficção política que fala de sobre uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano. Na edição da Charlie Hebdo sobre a obra, a publicação ironiza o livro do escritor francês mais famoso internacionalmente: "As previsões do mago Houellebecq: em 2015, perco meus dentes... Em 2022, faço o Ramadã!".

De acordo com o site francês Liberation, dois homens mascarados teriam entrado no saguão do prédio da Charlie Hebdo com armamentos pesados. Ao menos 12 pessoas morrem no tiroteio, sendo dois deles policiais. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.