A justiça argentina interrogou nesta quinta-feira a modelo colombiana Angie Sanclemente Valencia, presa na quarta-feira, em um albergue para jovens onde estava hospedada, no bairro de Palermo, em Buenos Aires. Acusada de envolvimento com o tráfico de drogas, ela foi levada para uma dependência policial de Ezeiza.
Angie negou perante o juiz argentino Rafael Caputo integrar rede de tráfico de drogas. Na ocasião, também afirmou que não tinha se entregado à Justiça por medo de ser maltratada na prisão. O juiz tem agora prazo de dez dias para resolver a situação da modelo, acusada de fazer parte de grupo envolvido com o tráfico de cocaína. Caputo ainda prometeu medidas de segurança para evitar que a modelo seja agredida na cela.
Janeth Valencia, mãe da modelo, disse à imprensa que sua filha "é inocente, vítima de um complô". Ao mesmo tempo, advertiu que a modelo vai passar a cobrar por suas entrevistas porque está sem recursos, vivendo na rua e sem dinheiro para pagar advogados.
Angie escondeu que era casada para ficar com o título de Rainha do Café
A detenção da ex-Rainha do Café da Colômbia, de 30 anos, foi solicitada pelo juiz Marcelo Aguinsky, como parte de um processo que a investiga como líder de grupo que enviava cocaína para a Europa a partir da Argentina, através de Cancún (México). Ela estava na lista da Interpol desde março.
Angie Sanclemente Valencia chegou à Argentina em dezembro proveniente do México e tinha um pedido de captura nacional e internacional contra ela. A modelo nasceu em Bogotá em 1979 e depois foi viver em Barranquilla. No ano 2000, ganhou o concurso "Rainha do Café", mas foi destituída ao se descobrir que era casada, o que era proibido pelo regulamento.
Justiça argentina ouve colombiana detida por tráfico
Procurada pela Interpol, modelo Angie Valencia foi detida em Buenos Aires