As autoridades da Bélgica pediram à imprensa que não informe sobre a investigação em curso dos violentos atentados contra o aeroporto e o metrô de Bruxelas. "O procurador-geral enfatiza que alguns jornalistas estão informando sobre a investigação em curso", assinala um comunicado, que pede à imprensa que "se abstenha de imediato de fornecer dados sobre o trabalho das autoridades".
Pelo menos 26 pessoas morreram e 136 ficaram feridas nas explosões desta terça-feira no aeroporto Zaventem e na estação de metrô de Maelbeek, na capital belga. No aeroporto, 11 pessoas morreram e 81 ficaram feridas, conforme números confirmados pela ministra da Saúde, Maggie De Block, à televisão pública RTBF. Na estação do metrô, pelo menos 15 pessoas morreram e 55 ficaram feridas, entre elas 10 em estado grave.
Duas explosões, uma delas "provavelmente causada por um ataque suicida", de acordo com o procurador belga, foram registradas no aeroporto e outra na estação de metrô de Maelbeek. O nível de alerta terrorista foi elevado para quatro, o máximo da escala. O aeroporto foi fechado e a maioria dos voos desviada para outros terminais da região. Foi também fechado o trânsito ferroviário com ligação às instalações aeroportuárias.
Justiça belga pede que imprensa não divulgue investigações dos atentados
Explosões ocorreram no aeroporto de Zaventem e na estação do metrô de Maelbeek