De forma unânime, o máximo tribunal do país chileno confirmou a decisão do tribunal de Antofagasta, que havia considerado ilegal a autorização ambiental que permitia a construção da central de Castilla e do porto de mesmo nome para fazer o abastecimento de carvão e petróleo.
A Suprema Corte questionou o fato de a MPX ter apresentado de forma separada os relatórios de impacto ambiental da termoelétrica e do porto, o que é ilegal, de acordo com a legislação chilena. "O que aqui se questiona é que tanto o Projeto Porto como o Projeto Central Termoelétrica são, na realidade, um só, e que a apresentação da avaliação de forma separada vulnera a lei", diz a decisão.
Com esta resolução, o projeto, um dos maiores investimentos de Eike Batista no exterior, destinado a abastecer as grandes mineradoras de cobre no norte do Chile, fica paralisado. Caso queira retomar os trabalhos, a MPX deverá apresentar um novo estudo do impacto ambiental que considere os dois projetos de forma conjunta e sua conexão para a transferência do carvão e do petróleo, o que poderá levar a um atraso de dois anos, segundo estimativas privadas.
O projeto Central Castilla constituía um investimento de 4,4 bilhões de dólares e deveria gerar 2.100 MW a base de carvão, mais 254 MW em suínas adjuntas com combustão de diesel. Os moradores da zona e grupos ambientalistas rejeitam o projeto porque o consideram uma ameaça para a biodiversidade da região conhecida como Punta Cachos, onde existem colônias de tartarugas marinhas, populações de pinguins e lobos marinhos, entre outros animais.