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Justiça decreta prisão preventiva de vice-presidente do Equador

Jorge Glas garante inocência e que decisão foi tomada "sem provas e com indícios forjados

Jorge Glas garante inocência e que decisão foi tomada "sem provas e com indícios forjados
Jorge Glas garante inocência e que decisão foi tomada "sem provas e com indícios forjados Foto : Rodrigo Buendia / AFP / CP
A justiça do Equador decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva do vice-presidente Jorge Glas, investigado por envolvimento no escândalo de corrupção da Odebrecht. Em uma audiência da Corte de Justiça de Quito, o juiz Miguel Jurado também embargou os bens e bloqueou as contas bancárias de Glas.

"Acato sob protesto este infame atropelo contra mim, mas tenho fé que a justiça finalmente será imposta e provarei minha inocência", reagiu Glas no Twitter, de sua casa em Guayaquil. O vice-presidente afirmou que a decisão foi adotada "sem provas e com indícios forjados", e revelou que recorrerá "a instâncias nacionais e internacionais" para se defender.

A Procuradoria encerrou no domingo a fase de instrução do caso de corrupção envolvendo a Odebrecht e funcionários equatorianos, incluindo Ricardo Rivera, tio de Glas. O procurador-geral, Carlos Baca, havia solicitado a prisão de Glas "em vista dos novos elementos de convicção na investigação por associação ilícita". O juiz decretou ainda a prisão preventiva de Rivera, que cumpria detenção domiciliar, diante do "potencial risco de fuga".

Glas, afastado de suas funções pelo presidente Lenín Moreno, em meio à profunda divisão entre os governistas, teria recebido do ex-diretor da Odebrecht no Equador José Conceição Filho 16 milhões de dólares em propina em troca de contratos de obras com o governo equatoriano.