Os quatro serão julgados pelo Tribunal Penal do Cairo, presidido por Ahmed Rifaat. O presidente do Tribunal de Apelação, Abdelaziz Omar, disse que os suspeitos também serão julgados por denúncias relativas a tráfico de influência e prejuízos premeditados para os fundos do Estado.
Mubarak está internado em um hospital particular, da cidade turística de Sharm El Sheik, na península do Sinai. Ele e a família passaram a morar nessa cidade desde sua renúncia, em 11 de fevereiro.
O ex-presidente foi hospitalizado, em 12 de abril, após sofrer um ataque cardíaco durante um interrogatório judicial. No dia seguinte, a procuradoria-geral ordenou a detenção de Mubarak e dos seus parentes. Os filhos dele e alguns de seus ex-ministros e colaboradores estão presos no Cairo.
No último dia 28, o ex-presidente egípcio foi condenado a pagar uma indenização de 200 milhões de libras egípcias (cerca de 23,2 milhões de euros) por ordenar a interrupção das comunicações, inclusive por celular e internet, durante os protestos de janeiro e fevereiro.