O Departamento de Justiça norte-americano segue a investigação das causas do vazamento provocado pela British Petroleum (BP) no Golfo do México. A declaração foi feita pelo secretário da pasta, Eric Holder, neste domingo. "Estamos acumulando documentos, falando com testemunhas tanto pelo lado criminal, quanto pelo civi", disse ao canal CBS.
O promotor destacou que não há prazos fixados quanto a um eventual processo contra a petroleira BP, cuja plataforma explodiu e afundou no fim de abril. O acidente provocou um vazamento de petróleo que ainda continua, e foi nomeado pelo governo como o pior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.
Nesse sábado, engenheiros da BP removeram o funil responsável por capturar parte do vazamento de petróleo no Golfo do México. Com isso, o óleo deve escapar livre no oceano por pelo menos dois dias. A ação foi o primeiro passo de uma operação que tem por objetivo colocar outro funil, mais ajustado ao local onde ocorre o vazamento.
O diretor-geral da companhia, Bob Dudley, revelou na sexta que o vazamento poderá ser contido na segunda-feira, embora seja uma operação delicada que pode durar vários dias. A nova medida será, no máximo, uma solução temporária. O antigo funil recuperava 25 mil barris de petróleo em média por dia, dos 35 a 60 mil que escapam do poço da plataforma. A BP afirma que o novo funil vai aumentar a capacidade de contenção para entre 60 e 80 mil barris por dia
Justiça dos EUA mantém investigação criminal sobre vazamento da BP
Empresa vai instalar um novo funil no local do desastre