O capitão do navio, Francesco Schettino, e o primeiro comissário, Ciro Ambrosio, já estão sendo investigados por múltiplos assassinatos, provocação de naufrágio e abandono do navio antes que todos os passageiros fossem retirados. Outros quatro tripulantes e três executivos da principal companhia do setor, na Europa, também estão sendo investigados e enfrentam acusações por homicídio culposo, naufrágio e falha na comunicação com as autoridades marítimas.
O navio bateu na ilha italiana de Giglio na noite de 13 de janeiro com mais de 4 mil passageiros a bordo e uma tripulação vinda de 60 países. Acredita-se que 32 pessoas tenham morrido, ainda que nem todos os passageiros tenham sido encontrados. Corpos em decomposição foram localizados nesta quarta-feira.
"Temos total confiança no trabalho dos promotores. Oferecemos cooperação completa e estamos certos de que o profissionalismo e a capacidade da companhia serão confirmados", anunciou a Costa Cruzeiros.
Em transcrições que vazaram de seu interrogatório, Schettino afirmou que a empresa de cruzeiros estava ciente da dimensão da catástrofe desde o início, mas a companhia indicou que ele deliberadamente enganou os executivos por telefone.