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"É óbvio agora que esta situação é promovida pela Al-Qaeda. Estes jovens armados, nossos filhos, estão sendo incitados por gente que é reclamada pelos Estados Unidos e o Ocidente. Eles lavaram o cérebro das crianças nessa região e pediram que se comportassem dessa maneira", acrescentou. "Vocês em Zawiyah se voltaram para Bin Laden. Deram drogas a vocês", discursou Kadafi.
O líder líbio assegurou que a situação em seu país é diferente da do Egito e da Tunísia, onde as rebeliões populares acabaram com regimes longevos e autoritários. "Aqui a autoridade está em suas mãos, nas mãos do povo. Podem mudar a autoridade sempre que quiserem. A escolha é sua. Vocês são os anciões, os líderes das tribos, os professores", declarou. E enfatizou: "Meu poder na Líbia é simplesmente moral".
Comparação com a Rainha da Inglaterra
"Não tenho o poder de legislar ou de fazer aplicar a lei. A rainha da Inglaterra não tem essa autoridade. Esse é, exatamente, o meu caso", reiterou. O dirigente também apresentou suas condolências às famílias de quatro membros das forças de segurança que morreram em Zauiya. "Pergunto se Bin Laden vai indenizar as famílias dos que foram assassinados".
Na terça-feira, em seu primeiro discurso à nação depois do início da insurreição, o coronel líbio prometeu ficar no poder até sua última gota de sangue e reprimir com rigor os protestos.