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O presidente americano anunciou também ter autorizado o uso de aviões militares para evacuar refugiados egípcios que chegam à Tunísia, fugindo da violência na Líbia.
A agência das Nações Unidas anunciou, mais cedo, que uma embarcação do Programa Mundial de Alimentos (PMA) carregada com mil toneladas de farinha que se dirigia a Bengazhi (leste da Líbia) foi obrigada a dar meia-volta devido a relatos de bombardeios aéreos na região. "Os proprietários do navio tomaram a decisão. Havia preocupações com bombardeios aéreos", explicou Greg Barroz, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, que fretou o navio.
Em comunicado, Josette Sheeran, diretora do PMA, fez um pedido para que se garanta o acesso à Líbia através de um corredor humanitário. "Este episódio mostra o desafio que enfrentamos, quando precisamos encaminhar víveres e outros recursos à Líbia", comentou.
Mediação venezuelana
A rebelião líbia rejeitou hoje, com veemência, a proposta de mediação internacional do presidente venezuelano Hugo Chávez para solucionar a crise no país, disse um porta-voz do Conselho Nacional da oposição, em Benghazi. "Temos uma posição muito clara: agora é tarde, foi derramado muito sangue", disse Mustafá Gheriani, encarregado da assessoria de imprensa do Conselho Nacional de cidades, em mãos da oposição.
Chávez propôs segunda-feira criar missão internacional de paz formada por vários países amigos para evitar uma guerra civil na Líbia, ao mesmo tempo em que condenou qualquer ação militar contra o país.
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