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Kadhafi convoca China, Malta, Turquia e Alemanha a monitorar cessar-fogo

Fontes no país ainda relatam disparos do Exército líbio contra insurgentes

População agradece pressão da França para mobilizar força aérea contra Kadhafi
População agradece pressão da França para mobilizar força aérea contra Kadhafi Foto : Patrick Baz/AFP
O governo líbio convocou, nesta sexta-feira, representantes de China, Malta, Turquia e Alemanha para averiguar a implementação do cessar-fogo declarado pelo coronel Muammar Kadhafi. A Turquia já anunciou que avalia como proceder no monitoramento e que pode mandar observadores em breve.

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Kadhafi, no poder há 42 anos, mostra sinais de ceder às pressões da resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que convocou os países aliados a usar de todos os meios, inclusive bombardeios aéreos, para evitar os ataques do regime a civis. Apesar do proclamado fim dos disparos, jornalistas da France Presse relataram que ainda ocorrem disparos do Exército da Líbia contra insurgentes.

Em meio à mobilização global para o fim dos conflitos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um discurso enfático, dando um ultimato a Kadhafi para interromper as hostilidades imediatamente. Ele exigiu que as tropas sejam retiradas das frentes de batalha em Ajdabiya, Misrata e Zawiyah, para permitir o acesso a ajuda humanitária.

"Deixe-me ser bem claro: estes termos não são negociáveis", frisou Obama. "Se Kadhafi não obedecer à resolução, a comunidade internacional vai impor consequências e a decisão será imposta através de ação militar", alertou o presidente americano. O Comitê de Relações Estrangeiras do Senado dos EUA concordou com o tom e com as exigências de Obama. "É a mensagem correta, pois Kadhafi perdeu toda a sua legitimidade e temos que garantir que a vontade do povo líbio prevaleça", declarou o senador John Kerry.

Conforme o vice-ministro das Relações Exteriores, Khaled Kaaim, as tropas leais Khadafi não planejam fazer novos movimentos no sentido de tomar a cidade rebelde de Benghazi, após o cessar-fogo decretado nesta sexta-feira por Trípoli. "As forças armadas estão fora da cidade de Benghazi e não têm a intenção de entrar", declarou Kaaim. "O cessar-fogo que decretamos significa que não haverá qualquer operação militar, grande ou pequena."