O governo líbio convocou, nesta sexta-feira, representantes de China, Malta, Turquia e Alemanha para averiguar a implementação do cessar-fogo declarado pelo coronel Muammar Kadhafi. A Turquia já anunciou que avalia como proceder no monitoramento e que pode mandar observadores em breve.
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Kadhafi, no poder há 42 anos, mostra sinais de ceder às pressões da resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que convocou os países aliados a usar de todos os meios, inclusive bombardeios aéreos, para evitar os ataques do regime a civis. Apesar do proclamado fim dos disparos, jornalistas da France Presse relataram que ainda ocorrem disparos do Exército da Líbia contra insurgentes.
Em meio à mobilização global para o fim dos conflitos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um discurso enfático, dando um ultimato a Kadhafi para interromper as hostilidades imediatamente. Ele exigiu que as tropas sejam retiradas das frentes de batalha em Ajdabiya, Misrata e Zawiyah, para permitir o acesso a ajuda humanitária.
"Deixe-me ser bem claro: estes termos não são negociáveis", frisou Obama. "Se Kadhafi não obedecer à resolução, a comunidade internacional vai impor consequências e a decisão será imposta através de ação militar", alertou o presidente americano. O Comitê de Relações Estrangeiras do Senado dos EUA concordou com o tom e com as exigências de Obama. "É a mensagem correta, pois Kadhafi perdeu toda a sua legitimidade e temos que garantir que a vontade do povo líbio prevaleça", declarou o senador John Kerry.
Conforme o vice-ministro das Relações Exteriores, Khaled Kaaim, as tropas leais Khadafi não planejam fazer novos movimentos no sentido de tomar a cidade rebelde de Benghazi, após o cessar-fogo decretado nesta sexta-feira por Trípoli. "As forças armadas estão fora da cidade de Benghazi e não têm a intenção de entrar", declarou Kaaim. "O cessar-fogo que decretamos significa que não haverá qualquer operação militar, grande ou pequena."
Kadhafi convoca China, Malta, Turquia e Alemanha a monitorar cessar-fogo
Fontes no país ainda relatam disparos do Exército líbio contra insurgentes