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Kadhafi promete guerrilha para combater rebeldes no poder

Ex-líder líbio chamou população para matar inimigos, em mensagem de áudio

Kadhafi promete guerrilha para combater rebeldes no poder
Kadhafi promete guerrilha para combater rebeldes no poder Foto : TV Arrai / Reprodução / AFP
O ex-homem forte da Líbia, coronel Muammar Kadhafi, afirmou nesta quinta-feira que utilizará a "guerrilha" para combater os rebeldes no poder e "expulsar os colonizadores", em uma mensagem de áudio difundida pelo canal de TV Arrai. "Estejam preparados para uma guerra de guerrilha, uma guerra urbana, para a resistência popular em cada cidade (...) para vencer o inimigo em todos os locais", disse Kadhafi com voz tranquila e sossegada, sem o tradicional tom incendiário dos discursos.

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"O objetivo é matar o inimigo onde esteja, seja líbio ou estrangeiro", revelou Kadhafi, que convocou o povo líbio "à resistência, a uma longa guerra que nos foi imposta". Na mesma mensagem, Kadhafi acusou os países que participam da operação militar contra ele de "querer colonizar a Líbia e meter a mão nos recursos petroleiros e hídricos" do país. "Não permitiremos jamais que nossos poços e nossos portos fiquem sob controle (externo), nossa resistência vai se amplificar".

Ao mesmo tempo em que Kadhafi mantém a resistência, a pressão internacional contra ele tem ganhado um respaldo cada vez maior, decorrente das denúncias dos abusos de seu governo. Nesta quinta-feira, a organização de defesa dos direitos humanos, Anistia Internacional, denunciou que 19 detidos morreram asfixiados dentro de contêineres, onde foram encarcerados por tropas leais a Khadafi em junho passado, no noroeste do país.

Três sobreviventes contaram à organização que foram encarcerados em contêineres no dia 6 de junho, na cidade de Al Khoms, 120 quilômetros a leste de Trípoli. "É um crime de guerra matar ou torturar presos", destacou a Anistia, que atualmente tem uma delegação na Líbia para investigar a situação no país.

Na terça-feira, a organização manifestou sua preocupação com possíveis represálias contra combatentes aliados a Kadhafi, especialmente líbios negros, confundidos com mercenários estrangeiros.

Grupo rebelde cria unidade militar

Um grupo de homens armados anunciou hoje, em Trípoli, a criação de uma nova unidade militar, encarregada de proteger a capital líbia e restabelecer a ordem. A informação foi dada durante entrevista coletiva o secretário-geral deste grupo, Abdulá Naqir, acompanhado de dez combatentes armados com fuzis de assalto.

"Nosso objetivo é proteger a revolução, ajudar a restabelecer a segurança, perseguir as brigadas de Kadhafi, defender Trípoli de toda agressão e apoiar os conselhos locais", afirmou. "Mais de 5,5 mil pessoas se inscreveram hoje", procedentes de todos os bairros de Trípoli, informou, acrescentando que a unidade quer obter o aval do Conselho Nacional de Transição (CNT), braço político da rebelião.

Segundo ele, a criação deste "conselho" foi motivada pelo "caos destes últimos dias", exemplificado nos disparos de carros contra pontos de controle em mãos de rebeldes, que deixaram dois mortos e sete feridos em 48 horas. O secretário da nova unidade assegurou que há "células adormecidas de Kadhafi" em Trípoli, falando também de "ataques fracassados".









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