Ao lado do ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, o chefe da diplomacia americana justificou as práticas de Inteligência e coleta de informações como parte da luta contra o terrorismo e a prevenção de atentados.
"Nosso presidente está decidido a tentar esclarecer e procede examinar (estas práticas) para que ninguém se sinta enganado", disse Kerry sobre os milhares de "grampos" realizados pela NSA, incluindo contra líderes de importantes aliados dos Estados Unidos, como França e Alemanha.
Kerry acrescentou que o país tentava, "de forma aleatória", encontrar vias para determinar se existiam ameaças que exigiam respostas. "Em alguns casos, reconheço, tanto como o presidente, que algumas destas ações foram muito longe e vamos garantir que isto não aconteça no futuro", completou.
Revelações recentes e reportagens sobre a espionagem generalizada praticada pela NSA provocaram tensão entre os dois lados do Atlântico. A chanceler alemã Angela Merkel reclamou com o presidente Barack Obama após as notícias de que teve o telefone celular monitorado.
Discussão em Washington
Uma delegação do serviço de inteligência da Alemanha e legisladores da União Europeia viajaram à capital americana na quarta-feira para discutir o tema espionagem. As respostas de Kerry foram enviadas em uma transcrição do Departamento de Estado. "Na realidade, evitamos que aviões caíssem, que edifícios fossem explodidos e que pessoas fossem assassinadas porque fomos capazes de conhecer seus planos antes", afirmou.
Kerry também criticou as reportagens sobre espionagem baseadas nos vazamentos do ex-consultor da NSA Edward Snowden, refugiado na Rússia e acusado por Washington de espionagem. "No outro dia foram publicadas notícias nos jornais sobre 70 milhões de pessoas sendo espionadas. Não foram. Isto não aconteceu", disse.