O líder da Coreia do Norte, ditador Kim Jong-un, falou publicamente pela primeira vez desde o teste nuclear feito na quarta-feira passada. Ele qualificou a suposta explosão de uma bomba de hidrogênio como um "ato de autodefesa”, em declarações na agência oficial KCNA.
Durante uma visita de Ano Novo à agência que coordena e administra o Exército Popular, Kim Jong-un defendeu que o ensaio nuclear é “uma medida justa que ninguém deve criticar". “É uma medida de autodefesa para proteger de forma fiável a paz na península coreana e a segurança regional do perigo de uma guerra nuclear provocada pelo grupo de imperialistas que os Estados Unidos lidera”, disse, durante a visita, cuja data exata não foi adiantada.
Na quarta-feira, Pyongyang anunciou ter realizado o seu quarto teste nuclear e que, pela primeira vez, tinha detonado uma bomba de hidrogênio. Este artefato seria mais poderoso do que os detonados pela Coreia do Norte nos testes anteriores (2006, 2009 e 2013), apesar de especialistas duvidarem que o regime tenha conseguido desenvolver uma bomba H com base no alcance que a explosão ocorrida teve, considerando que provavelmente se tratou na realidade de uma arma de fissão potenciada.
O anúncio de Pyongyang aumentou a tensão regional e desencadeou a condenação de grande parte da comunidade internacional, estando o Conselho de Segurança da ONU a debater eventuais novas sanções contra o regime norte-coreano.
Kim disse ainda que o teste foi realizado “no ano em que será celebrado o sétimo congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia”. A Coreia do Norte convocou para maio o primeiro congresso do partido único em 36 anos, um evento que pode vir a marcar o futuro político do hermético regime de Kim Jong-un.
Kim Jong-un afirma que teste da Coreia do Norte foi "autodefesa"
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