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Kirchneristas lotam Plaza de Mayo no último ato do governo

Após rusgas com o sucessor Mauricio Macri, Cristina Kirchner não irá à cerimônia de posse

Kirchnerismo recebeu apoio no último dia de mandato
Kirchnerismo recebeu apoio no último dia de mandato Foto : Pablo Porciuncula / AFP / CP
Milhares de argentinos se reuniram na Plaza de Mayo nessa quarta-feira em um último ato de apoio a Cristina Kirchner no derradeiro dia do mandato da presidente argentina. Apoiadores do nos últimos oito anos e contrários ao recém-eleito Mauricio Macri começaram a se encontrar no local logo após o meio-dia até que a manifestação ganhou corpo no fim da tarde.

As manifestações contaram com partidos ligados ao peronismo e apoiadores do kirchnerismo, que comandou o país nos últimos nos últimos 12 anos – antes de Cristina, o falecido marido dela, Nestor, foi presidente entre 2003 e 2007. Muitas famílias, crianças e idosas integraram a multidão, que lotou a Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino e onde Cristina fez seu último pronunciamento.

A manifestação causou congestionamentos em toda a região central de Buenos Aires e provocou o fechamento de linhas do metrô. Nas estações mais próximas à Plaza de Mayo, as saídas dos vagões já eram mais lentas que o de costume no fim da tarde de Buenos Aires em direção à manifestação.

Cristina Kirchner deixa de ser presidente da Argentina às 23h59min desta quarta-feira, antes mesmo da passagem do cargo para Mauricio Macri, que vai ocorrer oficialmente apenas nesta quinta.

Rusgas nos últimos dias

Nas últimas semanas, Cristina e Macri trocaram farpas públicas por contada da passagem do governo. Cristina queria que Macri fosse empossado ainda no Congresso, enquanto o novo presidente queria retomar a tradição de tomar posse na Casa Rosada.

Em razão da indefinição, Cristina Kirchner acusou Mauricio Macri de gritar com ela ao telefone, o que foi negado por ele. Depois da decisão judicial que encerrou o mandato de Cristina ao final da quarta-feira, ela decidiu não ir à cerimônia de posse do novo presidente e ordenou que deputados do partido façam o mesmo.