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A revelação ocorre no mesmo dia em que centenas de combatentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio entram em Sirte, cidade natal de Kadhafi. Eles atacam do leste, apoiados por aviões de guerra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que atacam a cidade costeira pelo segundo dia seguido.
"Descobrimos o lugar onde estavam enterrados esses mártires", declarou Jalid Sherif, porta-voz do Conselho Militar do CNT, em coletiva de imprensa na capital, Trípoli. Ele garantiu que existem provas de que as mortes foram "atos criminosos" do regime deposto de Kadhafi.
Segundo Sherif, um comitê técnico ficou encarregado da identificação dos corpos, mas a operação vai levar ainda algum tempo. "Nós convocamos as organizações estrangeiras e a comunidade internacional para nos ajudar nessa tarefa", acrescentou. Farjani também mencionou "atos odiosos cometidos contra cadáveres, sobre os quais foi jogado ácido para eliminar qualquer evidência deste massacre".
Várias organizações de defesa dos Direitos Humanos denunciaram o assassinato em 1996 de várias centenas de detentos na prisão de Abu Salim, onde foram encarcerados, em particular, muitos presos políticos do regime de Muammar Kadhafi. As primeiras demonstrações em Benghazi, a principal cidade no leste, foram, de fato, realizadas pelas famílias dos presos mortos, que protestaram contra a prisão do advogado que os representava.