A rebelião líbia anunciou nesta sexta-feira que estava pronta a respeitar uma trégua desde que as forças pró-Kadhafi suspendam a ofensiva contra as cidades tomadas e se retirem das que estão cercando. "Não deixaremos nossas cidades. Somos nós o governo, não eles", insistiu, afirmando, no entanto, que o regime estava sempre pronto para a paz e o diálogo. Segundo ele, as forças leais a Muamar Kadhafi respeitam a resolução imposta pela ONU.
Há cerca de uma semana, os rebeldes avançaram de Benghazi até as portas de Sirte "por quase 600 km sob a cobertura aérea da coalizão, enquanto que se nosso exército seguir por um quilômetro, denunciam o fato como um desastre e um crime", lamentou.
"Crimes contra a humanidade"
O regime de Kadhafi acusou hoje a coalizão internacional de cometer "crimes contra a humanidade", ao bombardear civis, segundo o porta-voz do governo, Musa Ibrahim, acrescentando que ele são "criminosos" e "imorais". Segundo Ibrahim, seis civis morreram na quinta-feira vítimas dos bombardeios da coalizão contra Buargub, uma pequena aldeia perto de Brega, um polo petrolífero estratégico, situado a 800 km a leste de Trípoli e campo de batalha das forças rebeldes contra as governamentais.
Ibrahim também acusou a coalizão de atacar postos de controle vigiados por civis e policiais, ao longo dos 400 km de estrada que separam o porto de Sirte, cidade natal do coronel Kadhafi, e Ajdabiya, estratégico eixo de comunicação em mãos dos rebeldes, a 160 km ao sul do feudo insurgente de Benghazi.