O secretário de Estado, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, devem continuar as negociações entre os dois países.
Nesta sexta, a AIEA, a agência atômica da ONU, declarou ter realizado negociações "muito construtivas" com o Irã. Após diversas reuniões na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada nesta semana em Nova Iorque, Herman Nackaerts, inspetor-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, afirmou em Viena que os dois lados voltarão a se encontrar no dia 28 de outubro.
Rohani, por sua vez, declarou que seu país nunca se afastará dos compromissos que assumir nas negociações sobre seu programa nuclear, ao mesmo tempo em que anunciou que o Irã apresentará um novo plano na próxima reunião em Genebra. A AIEA inspeciona regularmente as atividades nucleares do paíse a cada trimestre seus relatórios ressaltam uma contínua expansão, desafiando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Os países ocidentais desejam que a AIEA mantenha um controle estrito sobre o Irã para detectar qualquer tentativa de produzir urânio altamente enriquecido visando a construção de uma bomba atômica. Mas o foco principal das negociações desta sexta-feira era o desejode que o Irã abordasse as alegações de que antes de 2003, e possivelmente desde então, realizou pesquisas para produzir uma arma nuclear real.
A agência falhou em 10 reuniões realizadas desde o início de 2012 em pressionar o Irã a conceder acesso aos seus funcionários, locais e documentos relacionados a estas atividades, divulgadas em um importante relatório lançado em novembro de 2011. As acusações foram baseadas, em grande parte, em informações fornecidas à AIEA por agências de espionagem como a CIA americana e o Mossad israelense, órgãos criticados pelo Irã, que alega que não tiveram acesso as suas atividades.
Os locais incluem a base militar de Parchin, onde a AIEA deseja investigar as acusações de que cientistas realizaram testes explosivos que seriam "fortes indicadores de um possível desenvolvimento de uma arma nuclear".
Os países ocidentais acusaram o Irã de esconder as evidências em Parchin, e o chefe da AIEA, Yukiya Amano, afirmou em junho que intensos trabalhos de construção denunciados por satélites significam "que pode não ser mais possível encontrar algo mesmo se tivermos acesso".