Mundo

Líderes europeus demonstram apoio a Israel após ataque do Hamas

Em lado oposto, grupo islâmico Hezbollah, do Líbano, parabenizou o Hamas pela operação

Foto : JACK GUEZ / AFP

Os líderes europeus condenaram o ataque do Hamas e expressaram solidariedade a Israel, após o ataque do grupo palestino que deixou ao menos 22 israelenses mortos na manhã deste sábado, 7.

A chefe da comissão executiva da União Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu no sábado no X, antigoTwitter, que o ataque "é o terrorismo na sua forma mais desprezível". Ela disse que "Israel tem o direito de se defender contra tais ataques hediondos."

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que os lançamentos de foguetes dos militantes e a escalada da violência "nos chocam profundamente". Ele acrescentou que "a Alemanha condena estes ataques do Hamas e está ao lado de Israel."

O presidente francês, Emmanuel Macron, escreveu que condena "firmemente" os "ataques terroristas" contra Israel e expressou "total solidariedade para com as vítimas, as suas famílias e os seus entes queridos".

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, disse que o governo italiano condena os ataques contra Israel "com a maior firmeza". "Em risco estão a vida das pessoas, a segurança da região e a retomada de qualquer tipo de processo político", disse Tajani em uma postagem na plataforma X. 

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou os ataques do Hamas na Faixa de Gaza em Israel e apelou por uma máxima contenção do conflito. Em comunicado do porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, o secretário-geral da ONU afirmou que "apenas através de negociações que conduzam a uma solução de dois Estados a paz poderá ser alcançada".

Segundo Dujarric, Guterres disse que "os civis devem ser respeitados e protegidos" em todos os momentos, conforme exigido pelo direito internacional. O Conselho de Segurança da ONU agendou uma reunião de emergência sobre os ataques do Hamas para amanhã, a pedido de Malta e dos Emirados Árabes Unidos.

Após o grupo extremista Hamas ter iniciado uma invasão surpresa no Sul do país, perto da Faixa de Gaza, o governo de Israel disse que o país está em guerra e lançou vários ataques aéreos na em Gaza.

O Brasil também condenou os ataques.

Hezbollah diz que o ataque é a única resposta à ocupação de Israel

O grupo islâmico Hezbollah, do Líbano, parabenizou o Hamas pela operação, dizendo que tinha "apoio divino e promete uma vitória final e abrangente". O grupo disse que o ataque é uma resposta "aos crimes de Israel" e os ataques a lugares sagrados e que "a vontade do povo palestino e o rifle da resistência são a única alternativa para enfrentar a ocupação".

O Hezbollah disse que o seu comando militar no Líbano está acompanhando os desenvolvimentos no campo e está em contato direto com o comando palestino, e ambos estão "avaliando a situação e a operação em curso".

"Apelamos ao governo do inimigo sionista para que tire lições dos fatos que a resistência palestina implementou no terreno", disse o Hezbollah. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia expressou seu apoio ao "direito de Israel de defender a si mesmo e ao seu povo" em uma postagem no sábado em seu canal oficial na plataforma X.

O ministério disse que "condena veementemente os ataques terroristas em curso contra Israel, incluindo ataques com foguetes contra a população civil em Jerusalém e Tel Aviv". A Ucrânia tem travado uma guerra contra a Rússia desde que seu território foi invadido pelo país vizinho em fevereiro de 2022.