A notícia sobre a concessão do Prêmio Nobel da Paz de 2009 para o presidente norte-americano Barack Obama causou surpresa, mas os parabéns foram enviados de todas as partes do mundo logo após o anúncio. A maioria dos votos de felicitações veio acompanhado do desejo de que o prêmio incentive Obama a intensifcar os esforços pela paz.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, felicitou o presidente em um comunicado. "Obama personifica o novo espírito de diálogo e compromisso com os principais problemas do mundo: mudança climática, desarmamento nuclear e um amplo leque de desafios à paz e segurança".
Este prêmio é um incentivo para todos que desejam um mundo mais seguro, afirmou, por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, enquanto que a chanceler alemã Angela Merkel também chamou o prêmio de um "incentivo para trabalhar mais em favor da paz".
Na França, o presidente Nicolas Sarkozy parabenizou o colega e disse que o prêmio "recompensa (Obama) por seu decidido compromisso pelos direitos humanos, justiça e propagação da paz no mundo".
"Obama deve agora reforçar seu compromisso, enquanto presidente da nação mais poderosa do mundo, de continuar promovendo a paz e o fim da pobreza", disse a Fundação Nelson Mandela.
O Irã foi a primeira nação que não mantém relações cordiais com os Estados Unidos a reagir à notícia.
"Esperamos que o prêmio o incentive a abrir o caminho para a justiça no mundo", afirmou Ali Akbar Javanfekr, conselheiro do presidente Mahmud Ahmadinejad.
"Agora ele deve fazer algo com seu prêmio", declarou a dissidente uigur Rebiya Kadeer, porque "isso aumenta as esperanças de vê-lo defender as nações oprimidas".
Em compensação, o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, disse que o presidente americano "tem que fazer ainda muitas coisas antes de merecer o Nobel da Paz".
"Obama não ofereceu nada aos palestinos, salvo promessas e boas intenções. Ao mesmo tempo, expressa seu apoio absoluto à ocupação (israelense)", afirmou à AFP um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri.
Já a imprensa americana manifestou seu assombro após o anúncio da concessão do Prêmio Nobel da Paz ao presidente americano, Barack Obama, e destacou que ainda falta "colher os frutos" de sua política externa, pela qual foi o premiado.
"Com a maior das surpresas, o Prêmio Nobel da Paz foi concedido a Obama por sua política externa", escreveu o New York Times em seu site, com uma foto de Obama ao lado de seu colega russo, Dmitri Medvedev.
"No entanto, apesar de Obama ter criado uma alento de boas intenções no mundo inteiro - seus pares estrangeiros sempre estão impacientes para se reunir com ele e as pesquisas mostram que é extremadamente popular no exterior -, muitos de seus esforços políticos ainda não deram frutos", continuou o jornal nova-iorquino, evocando entre outros, o caso da Coreia do Norte, que o desafiou mediante testes com mísseis.
A edição on-line do Washington Post considerou assombrosa a decisão de Oslo.
"Ao conceder este prêmio tão cobiçado a Obama, o Comitê Nobel reflete um apoio mundial ao presidente americano, cada vez mais popular no exterior em seu próprio país", escreveu o Post.
Líderes mundiais e imprensa americana felicitam Obama pelo Nobel da Paz
Congratulações vieram com desejo de que prêmio incentive presidente americano a intensifcar os esforços pela paz no mundo