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Laboratório envia estoque de droga contra ebola para África

Lotes são do medicamento experimental usado em médicos americanos

Epidemia já deixou mais de 900 mortos em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria desde março
Epidemia já deixou mais de 900 mortos em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria desde março Foto : Sia Kambou / AFP / CP
Pesquisadores americanos deram uma chance a mais de cura para muitos pacientes contaminados pela epidemia de ebola, nesta segunda-feira. O laboratório Mapp Bio informou o envio de todas as doses disponíveis do medicamento contra o vírus - ainda em fase experimental - para a África ocidental.

"Qualquer decisão de utilizar o ZMapp deve ser tomada pela equipe médica dos pacientes", assinalou o laboratório, que entregou o medicamento "gratuitamente". A droga experimental, desenvolvida em colaboração com uma empresa canadense, é elaborada a partir de folhas de tabaco e de difícil produção em grande escala atualmente.

Segundo os últimos boletins, a epidemia de febre hemorrágica já deixou 961 mortos em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria desde março passado.

O laboratório americano não informou os países destinatários ou o número de doses enviadas, mas segundo a presidência da Libéria, a Casa Branca e a agência americana de medicamentos e alimentos (FDA) aprovaram o envio "de doses do soro experimental para tratar os médicos liberianos atualmente infectados" pelo vírus ebola.

O comunicado revela que o envio é resultado de um pedido direto da presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a seu colega americano, Barack Obama, no dia 8 de agosto. Monróvia informa ainda que o tratamento experimental será levado à Libéria por um emissário do governo americano durante esta semana.

Segundo o mesmo comunicado, a diretora-executiva da Organização Mundial de Saúde (OMS), doutora Margaret Chan, autorizou o envio à Libéria de doses suplementares da droga experimental para contribuir com o combate à epidemia. O medicamento foi administrado em dois voluntários americanos que contraíram o vírus quando tratavam de pacientes infectados com o ebola, e se mostrou promissor.

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