O Líbano está trabalhando em "um acordo permanente" com Israel após um cessar-fogo que entrou em vigor nesta sexta-feira (17). A informação foi dada pelo presidente Joseph Aoun.
"Estamos em uma nova fase", declarou o mandatário em seu primeiro discurso à nação desde que a trégua foi estabelecida. Aoun acrescentou que se trata de uma "fase de transição" para buscar um acordo permanente. Este acordo deve proteger os direitos do povo libanês, a unidade do país e a soberania da nação.
Ele considerou que as negociações diretas entre Líbano e Israel, que estão em estado de guerra desde 1948, não são "um sinal de fraqueza ou uma concessão". O presidente prometeu não "ceder nem um palmo do território nacional".
"Hoje, estamos negociando por nós mesmos (...), já não somos um peão no jogo de ninguém, nem o palco das guerras de ninguém, e nunca mais seremos novamente", insistiu Aoun. O Líbano foi arrastado à guerra regional quando o movimento islamista Hezbollah, apoiado e financiado por Teerã, atacou Israel em 2 de março.
O ataque foi em retaliação à morte do guia supremo iraniano Ali Khamenei no primeiro dia de bombardeios dos Estados Unidos contra a República Islâmica. O presidente americano, Donald Trump, anunciou a trégua na quinta-feira. Ele declarou que espera que Aoun e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reúnam na Casa Branca "nos próximos quatro ou cinco dias".