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Liberdade religiosa é tema na corrida eleitoral de Israel

Premier Nethanyahu prega incentivo a cristãos no exército

Premier Nethanyahu prega incentivo a cristãos no exército
Premier Nethanyahu prega incentivo a cristãos no exército Foto : Luiz Gonzaga Lopes/Especial CP
São duas as principais lutas no atual momento em Israel, além da já constante busca pelo acordo de paz com os palestinos. A primeira é pela liberdade religiosa. O governo de Israel, por meio do primeiro-ministro Benjamin Nethanyahu, quer que todos possam professar a sua fé. A segunda luta é eleitoral. Com eleições marcadas para o próximo 17 de março , o representante maior do partido Likud está conciliando a preocupação com a liberdade de profissão de fé com a disputa eleitoral. Na noite deste domingo, o premier participou de um evento em apoio ao padre ortodoxo grego Gabriel Nadaf, realizado na casa de eventos Renaisance, em Nazareth.

Nadaf defende que os cristãos devem ser engajados em Israel, servindo ao exército (IDF - Israel Defense Forces), como os israelenses judeus e também de outras etnias como é o caso dos drusos. Neste ano, foram 130 cristãos que se alistaram no exército israelense, quatro vezes mais do que no ano anterior. Nadaf vem denunciando as perseguições que vem sofrendo em territórios de domínio dos árabes muçulmanos, inclusive em Nazaré, onde eles são 70% da população e tem feito provocações com cartazes e demandas da construção de uma mesquita junto ao Santuário de Nazaré.

"Israel é um estado único, localizado no Oriente Médio e protege a liberdade religiosa. Eu sou padre da Igreja Ortodoxa Grega e todos os cristão se sentem seguros aqui. A perseguição ocorre por parte dos muçulmanos que querem expulsar os cristãos. A sentença de morte para os cristãos hoje está aqui. No futuro, irá para outros lugares do mundo", declarou Nadaf, que pediu formalmente a proteção ao estado de Israel em relação às ameaças de morte que vem sofrendo de árabes muçulmanos. Atualmente, são 160 mil cristãos vivendo em território israelense, inclusive em territórios dominados por palestinos e movimentos como Hamas e Fatah, como Faixa de Gaza e Cisjordânia.

Em seu pronunciamento, Benjamin Netanyahu destacou que os cristãos são perseguidos no Oriente Médio e que Nadaf está fazendo um trabalho de valorizar a cidadania, incentivando os cristãos a serem bons soldados e bons cidadãos. "Em Israel, nós respeitamos todas as religiões e queremos a igualdade e não vamos permitir que o fundamentalismo persiga, machuque ou faça sofrer os cristãos. Vivemos em uma democracia e vamos proteger os direitos religiosos de todos. Queremos ser parceiros dos cristãos e vamos lutar contra a intolerância religiosa", declarou o líder israelense.

Na corrida eleitoral, Bibi como é chamado em Israel, tem a força do cargo para a reeleição, mas conta com fortes concorrentes como Tzipi Livni, de 56 anos, do partido Kadima, ex-ministra das Relações Exteriores e da Justiça, e também de Ytzhak Herzog, de 54 anos, do Avodá, partido trabalhista, de ex-primeiros-ministros como Shimon Perez e Ytzhak Rabin. Juntos, os dois tentam quebrar a hegemonia do Likud e evitar que um quarto mandato de Netanyahu se confirme no pleito de março. Também compuseram a mesa do evento em apoio a Gabriel Nadaf o prefeito de Nazaré, Alex Gadalkin, e o deputado pelo Likud, e vice-ministro do Meio Ambiente de Israel até novembro, Ofir Akunis.