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Lideranças muçulmanas condenam atentados que deixaram 65 mortos

Ataques contra civis foram registrados em Tunísia, Kuwait e França

Ataques contra civis foram registrados em Tunísia, Kuwait e França
Ataques contra civis foram registrados em Tunísia, Kuwait e França Foto : STR/AFP/CP
Os atentados terroristas que deixaram ao menos 65 mortos em Tunísia, Kuwait e França, nesta sexta-feira, geram indignação entre várias lideranças muçulmanas. A Al-Azhar, prestigiosa instituição do Islã sunita baseada no Egito, classificou de "odioso" o ataque que deixou pelo menos 37 mortos no balneário tunisiano de Sussa, acrescentando que foi uma "violação de todos os valores religiosos e humanitários". Também condenou o atentado suicida contra uma mesquita xiita no Kuwait, no qual 27 fiéis morreram.

O grupo Estado Islâmico (EI) assumiu sua autoria. Um dos mais antigos centros do conhecimento do Islã sunita, Al-Azhar também denunciou o ataque na França, no qual um homem foi decapitado. "Al-Azhar faz um apelo à comunidade internacional para que vença esse grupo terrorista de qualquer maneira possível", afirmou o texto, referindo-se ao EI.

Um grupo de trabalho contra o extremismo criado pelo mufti do Egito, o qual assessora o governo em matéria de lei islâmica, também condenou os atentados. "O que o EI fez para desonrar a imagem do Islã é pior do que o que foi feito por qualquer outro, muçulmano, ou não", criticou o grupo, em um comunicado. O influente pregador sunita Youssef al-Qaradaoui considerou que os militantes do EI são "piores do que feras". "As feras não matam outros animais se não for para se alimentarem, mas algumas pessoas nunca estão saciadas de sangue e de assassinato", denunciou.

No Kuwait, o ataque foi realizado durante a grande oração de sexta-feira na mesquita Al Imam al Sadeq, na segunda sexta do mês de jejum sagrado do Ramadã. Já no leste da Tunísia, um homem abriu fogo na área de piscina de um hotel de Sousse. O atentado francês foi realizado na fábrica da Air Products. Duas pessoas ficaram feridas e outra morreu decapitada. O autor do crime, depois disso, deixou a cabeça com inscrições em árabe pendurada em uma grade.