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Líderes da América Latina se manifestam sobre ataque dos EUA à Venezuela; veja reações

Entre os países que se posicionaram após a ofensiva estão Chile, Colômbia, Brasil, Argentina, Equador e Uruguai

As manifestações revelam posições distintas na região
As manifestações revelam posições distintas na região Foto : FEDERICO PARRA / AFP

Presidentes e governos da América do Sul reagiram neste sábado, 3, aos ataques dos Estados Unidos à Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro. As manifestações revelam posições distintas na região, entre condenações à intervenção militar e apoio à queda do regime chavista.

Abaixo, veja as manifestações dos países.

Chile

O presidente Gabriel Boric condenou as ações militares dos Estados Unidos e defendeu uma solução pacífica para a crise venezuelana. Segundo ele, o Chile reafirma princípios do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção e a solução pacífica de controvérsias. Boric afirmou que a crise deve ser resolvida por meio do diálogo e do multilateralismo, e não pela violência ou interferência estrangeira.

Colômbia

O presidente Gustavo Petro classificou a ofensiva americana como uma “agressão à soberania” da América Latina e alertou para o risco de crise humanitária. Apesar de defender o diálogo, Petro anunciou a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela, com o objetivo de preservar a estabilidade diante da atuação de grupos armados ilegais.

Ele também pediu reuniões imediatas da ONU e da OEA para discutir a legalidade internacional da ação. A Colômbia ocupa neste ano uma cadeira como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma afronta gravíssima à soberania venezuelana.

Lula disse que a ação cria um precedente perigoso para a ordem internacional e relembra períodos de forte interferência na América Latina. O presidente defendeu uma resposta vigorosa da ONU e reiterou que o Brasil está à disposição para promover o diálogo e a cooperação.

Argentina

Em posição oposta, o presidente Javier Milei celebrou a prisão de Nicolás Maduro. Em publicações nas redes sociais, afirmou que “a liberdade avança” e voltou a criticar duramente o regime chavista. Milei é um dos principais opositores de Maduro na região e já havia defendido, em dezembro, a pressão dos Estados Unidos para “libertar o povo da Venezuela”.

Equador

O presidente Daniel Noboa também se manifestou de forma favorável à queda do chavismo. Em declaração nas redes sociais, afirmou que “a todos os criminosos narcochavistas chega a sua hora” e declarou apoio à oposição venezuelana, dizendo que o Equador será um aliado no processo de recuperação do país.

Uruguai

Em comunicado oficial, o governo do Uruguai expressou “atenção e séria preocupação” com os acontecimentos e rejeitou a intervenção militar de um país no território de outro. O texto reafirma o compromisso com o direito internacional, a Carta da ONU e o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz.

O governo uruguaio informou ainda que acompanha a situação de seus cidadãos na Venezuela e apelou à ONU e à OEA por uma solução diplomática.

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