As monarquias árabes do Golfo, dirigidas pela Arábia Saudita, são partidárias de uma linha dura em relação ao regime sírio, mas outros países expressaram reticências ou inclusive oposição, como Líbano, Iraque e Jordânia. A economia síria já está afetada por sanções europeias e americanas, e medidas similares da Liga Árabe podem asfixiar a Síria, que realiza metade de suas exportações e um quarto das importações com os países árabes.
No sábado, o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mualem, acusou os árabes de favorecerem uma "intervenção estrangeira" na Síria, depois de sua decisão de apelar à ONU para chegar a um acordo. Em terra, as forças de segurança mataram dez civis neste domingo, principalmente na província de Homs, segundo o Observatório sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Já o Exército sírio livre (ASL), que reivindica cerca de 20 mil desertores e cujo chefe, Riad el-Assad, está na Turquia, multiplicou os ataques contra os soldados e as forças de segurança encarregadas da repressão, deixando cerca de 50 mortos desde quinta-feira, de acordo com o OSDH. A repressão da revolta popular iniciada em 15 de março deixou mais de 3.500 mortos e milhares de detidos, segundo a ONU.