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Liga Árabe aprova sanções econômicas contra a Síria

Transações comerciais com o país e contas bancárias do governo nos países árabes estão suspensas

Repressão da revolta popular deixou mais de 3.500 mortos
Repressão da revolta popular deixou mais de 3.500 mortos Foto : STR / AFP
A Liga Árabe adotou neste domingo sanções econômicas contra a Síria, numa tentativa de tentar deter a repressão da revolta contra o regime de Bashar al-Assad, anunciou o primeiro-ministro do Qatar, Hamad bin Jassim Al Thani, após uma reunião dos chanceleres árabes no Cairo. As sanções, propostas no sábado pelos ministros da Economia da Liga Árabe, preveem o suspensão das transações comerciais coma a Síria e das contas bancárias do governo nos países árabes, o cancelamento dos voos entre esses países e a Síria e a proibição para os responsáveis sírios de viajar para os países árabes.

As monarquias árabes do Golfo, dirigidas pela Arábia Saudita, são partidárias de uma linha dura em relação ao regime sírio, mas outros países expressaram reticências ou inclusive oposição, como Líbano, Iraque e Jordânia. A economia síria já está afetada por sanções europeias e americanas, e medidas similares da Liga Árabe podem asfixiar a Síria, que realiza metade de suas exportações e um quarto das importações com os países árabes.

No sábado, o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mualem, acusou os árabes de favorecerem uma "intervenção estrangeira" na Síria, depois de sua decisão de apelar à ONU para chegar a um acordo. Em terra, as forças de segurança mataram dez civis neste domingo, principalmente na província de Homs, segundo o Observatório sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Já o Exército sírio livre (ASL), que reivindica cerca de 20 mil desertores e cujo chefe, Riad el-Assad, está na Turquia, multiplicou os ataques contra os soldados e as forças de segurança encarregadas da repressão, deixando cerca de 50 mortos desde quinta-feira, de acordo com o OSDH. A repressão da revolta popular iniciada em 15 de março deixou mais de 3.500 mortos e milhares de detidos, segundo a ONU.

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