Arabi exortou todas as forças políticas "para trabalhar por um clima mais tranquilo, retornar ao processo político e avançar com a mudança democrática baseada nos princípios de liberdade, dignidade e justiça social na qual a revolução de 25 de janeiro foi fundada". Desde sábado, a polícia e as forças militares no Egito usam cassetetes, gás lacrimogêneo e tiros de borracha para dispersar os manifestantes na Praça Tahrir. Centenas ficaram feridos.
O Egito vai realizar no dia próximo dia 28 suas primeiras eleições parlamentares desde que protestos encerraram o regime de 30 anos de Hosni Mubarak, pavimentando o caminho para os militares cederem o poder para uma autoridade civil. As informações são da Dow Jones.
O ministro da Cultura do Egito, Emad Abu Ghazi, renunciou em protesto à repressão das manifestações na Praça Tahrir, no Cairo. Até agora, pelo menos 22 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia, informou a agência oficial Mena. Ghazi entregou a renúncia ao Conselho Supremo das Forças Armadas – que assumiu o poder quando Hosni Mubarak foi tirado do poder – em protesto contra a forma que o governo conduziu os recentes choques.