Para preparar esta reunião, Arabi entrou em contato com Adnan Mansur, chefe da diplomacia do Líbano, que ocupa atualmente a Presidência da Liga Árabe. Pelo menos nove palestinos morreram em mais de 20 ataques aéreos a Gaza. Entre eles, foi confirmada a morte do chefe de operações militares do Hamas, Ahmad Jaabari.
A quantidade de vítimas fatais foi confirmada pelo enviado Palestino das Nações Unidas, Riyad Mansour. "O número de palestinos mortos em Gaza, por enquanto, é de nove e está aumentando", afirmou. "A situação é muito explosiva", enfatizou Mansour.
"Condenamos nos termos mais fortes possíveis esta última agressão contra nosso povo", indicou o enviado, ressaltando que não há "justificativa alguma" para as mortes de palestinos pelas mãos de forças israelenses. Segundo Mansour, "estão mobilizando um grande número de forças, inclusive terrestres, com a possibilidade de entrar na Faixa de Gaza". Israel advertiu que este é apenas o início de uma operação com o objetivo de eliminar grupos militantes em Gaza, no momento em que o Estado judaico se prepara para as eleições gerais de janeiro.
Os Estados Unidos, por sua vez, manifestaram apoio ao direito de defesa de Israel. Em comunicado, o porta-voz do departamento de Estado, Mark Toner, condenou os disparos de foguetes palestinos contra o sul de Israel, mas pediu ao governo israelense "que aproveite todo o esforço para evitar baixas civis" nas operações contra militantes de grupos que agem no território palestino. Toner destacou que "atacar Israel quase diariamente não ajuda em nada os palestinos de Gaza nem a autodeterminação do povo palestino".
Para reforçar sua frente de "resposta" palestina, o gabinete de segurança de Israel autorizou na noite desta quarta-feira a convocação de reservistas, após a morte de Ahmad Jaabari. "Foi decidido por unanimidade, se necessário e com a aprovação do ministro da Defesa, a mobilização de unidades", destacou o gabinete. "Este chamado não é uma mobilização geral", indicou um porta-voz do Exército.
O gabinete de segurança também ordenou ao Exército e às forças de segurança que "mantenham sua vigorosa operação contra as instalações terroristas que operam na Faixa de Gaza contra a população civil em Israel, para possibilitar uma vida normal aos habitantes do Estado de Israel".