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Lola é enterrada na França após assassinato cruel

Mulher argelina foi formalmente acusada de homicídio

Foto : FRANCOIS LO PRESTI / AFP

Lola, a menina de 12 anos cujo assassinato abalou a França, foi enterrada nesta segunda-feira (24). O sepultamento ocorreu no mesmo dia em que uma mulher argelina - com transtornos psiquiátricos e em situação irregular no país - foi formalmente acusada de homicídio.

O ataque brutal e assassinato da menina Lola foram descritos como um ato de "extrema maldade" pelo presidente francês, Emmanuel Macron, depois que seu corpo foi encontrado no início deste mês em um baú em Paris. O crime gerou críticas dos conservadores e da extrema direita, que acusaram o governo de não fazer o suficiente para impedir a imigração ilegal.

A família pediu que as disputas políticas fossem deixadas de lado para que a menina pudesse ser enterrada com "respeito e dignidade" em Lillers, sua região natal (norte). Seus pais, irmãos e familiares estiveram presentes, acompanhados por grande multidão na cerimônia.

Seu caixão branco, enfeitado com flores brancas, foi levado para a igreja local, onde cabiam apenas 500 pessoas. Muitos outros acompanharam a solenidade do lado de fora, por alto-falantes. "Minha Lola, minha querida irmãzinha, espero que você me ouça lá de cima. Infelizmente você partiu cedo demais. Não pude te dizer o quanto eu te amava", disse um de seus irmãos, Thibault, chorando.

O funeral foi público, mas a família pediu que o enterro no cemitério fosse privado. O ministro do Interior, Gerald Darmanin, esteve presente na igreja. O perfil da suspeita, acusada nesta segunda-feira de estupro e homicídio, causou agitação entre a direita.

A argelina de 24 anos, que supostamente sofre de transtorno psiquiátrico, estava com o visto vencido e recebeu uma notificação para deixar o país em agosto. O presidente do partido de direita Os Republicanos (LR), Éric Ciotti, denunciou um "laxismo migratório criminal", e o ultradireitista Éric Zemmour utilizou o termo "francocídio" para descrever o assassinato.

Os pais de Lola, que se encontraram com Macron na semana passada, pediram na sexta-feira que parassem de usar "o nome e a imagem de sua filha para fins políticos".