Lula ainda não havia sido informado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, das declarações de Obama. Para o presidente, a decisão de os EUA apoiarem a Índia não invalida a pretensão brasileira de conseguir seu assento permanente. O importante, disse, é que haja uma reforma no organismo. "Os Estados Unidos são apenas uma voz dentro do Conselho de cinco", acrescentou, lembrando que há outros países que apoiam o Brasil, como França, Grã-Bretanha e China.
"É importante que a gente tenha uma ONU fortalecida, uma ONU mais representativa, uma ONU que fale um pouco a política do século 21. E eu acho que vai haver um processo de amadurecimento. Nessa crise econômica de 2008, ficou muito claro a fragilidade dos instrumentos multilaterais para tomar decisão e fazer com que os países cumpram. Então, acho que ficou mais clara também a necessidade do fortalecimento da governança local, e obviamente a ONU é o mais importante organismo multilateral que nós temos no mundo."
Lula lembrou ainda que o Brasil também a defende a participação da Índia no Conselho, já que ela integra o G-4, juntamente com o Brasil, a Alemanha e o Japão, que reivindica a reforma das Nações Unidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.