O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto por três dias pela morte do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner. A decisão foi anunciada nesta quarta, por meio de nota oficial, divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.
Nela, Lula lamentou a morte do "grande aliado e fraternal amigo", Néstor Kirchner e elogiou o notável desempenho do ex-presidente argentino na reconstrução econômica, social e política daquele país. O presidente brasileiro também destacou o empenho de Kirchner "na luta comum pela integração sul-americana".
Em viagem a Itajaí (SC), Lula foi surpreendido pela morte de Kirchner nesta manhã. “Recebemos uma notícia triste agora, o nosso embaixador na Argentina nos comunicou que acaba de falecer de ataque cardíaco o ex-presidente da Argentina, Néstor Kircner”, disse o presidente.
Lula foi informado sobre a morte depois de participar de uma cerimônia no Porto de Itajaí. Depois da solenidade, o presidente retornou para Brasília onde comemora o seu aniversário de 65 anos.
Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a morte de Kirchner é uma perda para toda a América do Sul. De acordo com o chanceler brasileiro, o ex-presidente argentino, como secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), teve um papel importante em questões recentes no continente, como o impasse entre a Colômbia e a Venezuela.
“É óbvio que nós todos nos sentimos muito chocados, consternados. Primeiro porque a Argentina é um grande parceiro do Brasil, um país amigo. Mas também lamentamos muitíssimo porque Kirchner, como presidente da Argentina, ajudou a soerguer a economia do país depois de um período de crise profunda e também foi um chefe de Estado que se empenhou muito na boa relação com o Brasil, na boa relação pessoal com o presidente Lula e na integração sul-americana”, disse Amorim.
Kirchner morreu por volta das 10h
Kirchner, de 60 anos, morreu por volta das 10h, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória em um um hospital, em El Calafate, na Província de Santa Cruz, na Argentina. Só este ano, o ex-presidente foi internado duas vezes com queixas de problemas cardíacos – em fevereiro e setembro.
Em setembro, Kirchner fez uma cirurgia de angioplastia, considerada bem-sucedida. A mulher dele, Cristina Kirchner, é a atual presidente da Argentina.
Lula decreta três dias de luto pela morte de ex-presidente argentino
Presidente elogiou o "notável" desempenho de Néstor Kirchner na reconstrução do país