O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou, nesta quarta-feira, que a nova rodada de sanções da Organizações das Nações Unidas (ONU) ao Irã foi imposta por "birra". Para Lula, não havia mais necessidade de aplicação de novas sanções. Ele criticou ainda a postura dos países que votaram, como os Estados Unidos.
"Eu acho que nós devíamos ter paciência quando constatamos o óbvio. O Brasil e a Turquia fizeram o que os países do Conselho da ONU não conseguiram fazer: levar o Irã para as mesas de negociação. Ao invés deles terem o comportamento de chamar o Irã para a mesa, eles resolveram, na minha opinião pessoal, por birra, manter as sanções que vão terminar não tendo nenhuma explicação para o Irã. Em política, a melhor forma de resolver o problema conflituoso é você gastar o máximo de tempo que você tiver dialogando. Quando fui ao Irã, muita gente dizia que eu estava enganado. Mas em 18 horas conseguimos assinar a carta com o Irã se comprometendo a cumprir aquilo que era o desejo dos membros de Segurança", afirmou o presidente após solenidade em Natal.
As novas sanções têm o objetivo de convencer Teerã a suspender suas atividades nucleares. No entanto, o Irã não interromperá suas operações de enriquecimento de urânio, informou o embaixador iraniano na AIEA, Ali Asghar Soltanieh. "Nada mudará. Continuaremos nossas atividades de enriquecimento sem nenhuma interrupção", declarou ele à imprensa, paralelamente à reunião da Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena.
Lula diz que sanções ao Irã foram impostas por "birra"
Para presidente, não havia mais necessidade de novas punições