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Lula na ONU: “Somos todos reféns do imobilismo” do Conselho de Segurança

Presidente iniciou seu discurso criticando a própria instituição.

Lula abriu a Assembleia Geral da ONU
Lula abriu a Assembleia Geral da ONU Foto : TIMOTHY A. CLARY / AFP

Com pouco mais de uma hora de atraso, Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira criticando a própria instituição. “Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel', disse o chefe de estado brasileiro, o primeiro líder mundial a discursar na sessão de debates da reunião.

Em tom de indignação, Lula falou que a ONU falha em suas missões mais elevadas, a de “livrar a humanidade do flagelo da Guerra”, e que o poder de veto dado aos membros permanentes do conselho de segurança "concedeu às superpotências o privilégio da insensatez".

O presidente brasileiro também disse que o secretário-geral da ONU, António Guterres, "foi testemunha dos crescentes desmandos das superpotências" nos últimos anos. "Os que detêm as rédeas das decisões cruciais devem atuar com responsabilidade e sentido de urgência", afirmou. "As concessões à lei do mais forte já passaram dos limites. Isso não é idealismo.É o mais puro realismo. A guerra não é a continuação da política por outros meios, é a falência total da política", completou.