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Lula: seguimos em tratativas para ampliar parcerias com EUA

Presidente reforça diálogo com os Estados Unidos abordando tarifas e combate ao crime organizado, sem abrir mão da autonomia do Brasil

Na reunião com Donald Trump, Lula tratou de temas como comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos
Na reunião com Donald Trump, Lula tratou de temas como comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos Foto : SAUL LOEB / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou neste sábado, 9, em publicação no X, que o Brasil seguirá em tratativas para ampliar as parcerias com os EUA e fortalecer o "caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania". Na reunião com Donald Trump realizada na última quinta-feira, 7, Lula tratou de temas como comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos.

O presidente dos EUA, no dia seguinte, voltou a falar sobre o "bom relacionamento" que possui com o presidente brasileiro. Ele também disse que houve conversas sobre questões tarifárias, dentre outros temas.

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Déficit comercial em destaque

No encontro, foi destacado que o Brasil teve um déficit entre US$ 20 bilhões (nos números apurados pelo Brasil) e US$ 30 bilhões (segundo apuração americana) com os EUA no ano passado. O governo americano frequentemente usa o déficit comercial registrado em relação a outros países para justificar as tarifas impostas.

Exploração de minerais críticos

Outro destaque do encontro foi a tratativa sobre a exploração de minerais críticos e estratégicos. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Lula comentou sobre a recente aprovação na Câmara do marco legal visando recepcionar investimentos no setor.

Cooperação contra o crime

Silveira falou ainda sobre "pluralidade de diálogo" e defendeu a entrada de recursos de investidores da China, Estados Unidos e Rússia e outros. Por sua vez, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na quinta-feira esperar avançar em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.