O médico cubano Félix Báez, que contraiu ebola em Serra Leoa e foi curado na Suíça, anunciou nesta segunda-feira que voltará à África em janeiro para continuar sua missão no combate à doença. "Volto nos primeiros dias de janeiro", disse o cubano de 43 anos ao jornal oficial Granma, após garantir que está totalmente curado.
"Me sinto muito bem tanto física quanto emocionalmente, a recuperação foi muito boa ao lado de minha família", afirmou Báez, que é visto numa foto no Granma carregando seu filho de dois anos, na companhia da esposa e colega Vania Ferrer.
"Eu o conheço, sei como ele é, e não poderia ser diferente: nós o apoiamos em sua decisão de voltar à África”, contou Vania. Báez destacou que: "Esse foi o compromisso de voltarmos todos sãos e salvos, porque a ajuda de Cuba no combate à epidemia é essencial. Sempre estive convencido de que superaria a doença e dizia aos meus companheiros para que não se preocupassem com meu regresso".
O médico apresentou os primeiros sintomas da doença em 16 de novembro e a Organização Mundial de Saúde (OMS), que coordena o trabalho da brigada cubana na África Ocidental, decidiu levá-lo a Genebra para ser tratado.
Em 6 de dezembro Báez retornou a Havana após receber alta do hospital onde se tratou. Cuba enviou 256 médicos aos três países mais castigados pela epidemia (Serra Leoa, Libéria e Guiné), que já matou 7.708 pessoas e registra 20 mil casos no mundo, principalmente na África Ocidental, segundo balanço mais recente divulgado pela OMS.
Médico cubano curado de ebola voltará à África em janeiro
Félix Báez contraiu a doença em Serra Leoa no mês passado e foi curado na Suíça