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Médico do governo indonésio pede internação de brasileiro condenado à morte

Rodrigo Gularte foi preso em julho de 2004, no aeroporto de Jacarta

Família de Gularte e governo brasileiro ressaltam há meses seu estado de saúde mental
Família de Gularte e governo brasileiro ressaltam há meses seu estado de saúde mental Foto : Facebook / Divulgação / CP
O advogado do brasileiro Rodrigo Gularte, condenado a pena de morte na Indonésia por tráfico de drogas, apresentou na quarta-feira à Procuradoria-Geral, em Jacarta, um laudo feito por médico indicado pelo governo do país que confirma quadro de esquizofrenia e recomenda a internação de Gularte em um hospital psiquiátrico. A informação foi confirmada pelo Itamaraty.

A família de Gularte e o próprio governo brasileiro ressaltavam há meses seu estado de saúde mental. Com sinais de esquizofrenia, o brasileiro se recusava a sair da prisão para exames em um hospital. Caso o laudo seja reconhecido pelas autoridades, há esperança para o adiamento da execução, que, embora não tenha data marcada, apresenta-se mais próxima na fila de execuções.

Pela legislação penal indonésia, o condenado não pode ser executado se não estiver em suas faculdades mentais, pois precisa entender o motivo da penalidade. Nas últimas semanas, a família deu declarações informando que o brasileiro vive um mundo à parte e não tem noção da gravidade de sua situação, achando que não será executado.

Gularte foi preso em julho de 2004, no aeroporto de Jacarta. Seu destino final seria Bali, para onde levava pranchas de surfe com seis quilos de cocaína escondidos no interior da carga. Os amigos foram liberados, enquanto ele passou por três aeroportos com a droga: em Johannesburgo, na África do Sul, em São Paulo e em Curitiba. 

O governo da Indonésia já recusou os dois pedidos de clemência aos quais o brasileiro tinha direito. O presidente indonésio, Joko Widodo, não aceitou o pedido feito pela presidente Dilma Rousseff para que ele e Marco Archer não fossem executados e cumprissem a pena no Brasil.