"Benghazi foi atacada na quinta-feira. Nossas ambulâncias contaram, 75 mortos no primeiro dia. No segundo, 200; em seguida mais de 500", afirmou Gérard Buffet, médico durante um ano e meio do Benghazi Medical Center, em depoimento divulgado no site da revista Le Point.
"Na noite de quinta-feira, começamos a ouvir os tiros e a receber pacientes feridos", disse Patricia Vignetta, 58 anos, diretora do grupo de enfermagem no mesmo hospital. Ela voltou para a França nesta quarta-feira, depois de ter passado mais de um ano em Benghazi. "Antes de deixar a cidade, no aeroporto de Benghazi, vimos militares, mas com uniformes diferentes, pelo que deduzimos que seriam mercenários", prosseguiu ela.
Apesar do medo "partimos com a morte na alma", disse ela. "A embaixada mandou que partíssemos, porque o hospital tornou-se alvo das autoridades líbias. Mas deixamos para trás funcionários líbios, enfermeiras filipinas e médicos ucranianos", finalizou.