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Médico francês calcula 2 mil mortos em confrontos no leste da Líbia

Gérard Buffet teve que deixar o país por causa dos ataques das autoridades

Hospital na Líbia recebeu dezenas de feridos entre quinta-feira e domingo
Hospital na Líbia recebeu dezenas de feridos entre quinta-feira e domingo Foto : Vicenzo Pinto / AFP / CP
Um médico francês que acaba de voltar de Benghazi, no leste da Líbia, estimou que os confrontos na cidade fizeram "mais de 2.000 mortos". Uma de suas colegas disse ter recebido, no hospital em que trabalhavam na cidade, dezenas de feridos, entre quinta-feira e domingo.

"Benghazi foi atacada na quinta-feira. Nossas ambulâncias contaram, 75 mortos no primeiro dia. No segundo, 200; em seguida mais de 500", afirmou Gérard Buffet, médico durante um ano e meio do Benghazi Medical Center, em depoimento divulgado no site da revista Le Point.

"Na noite de quinta-feira, começamos a ouvir os tiros e a receber pacientes feridos", disse Patricia Vignetta, 58 anos, diretora do grupo de enfermagem no mesmo hospital. Ela voltou para a França nesta quarta-feira, depois de ter passado mais de um ano em Benghazi. "Antes de deixar a cidade, no aeroporto de Benghazi, vimos militares, mas com uniformes diferentes, pelo que deduzimos que seriam mercenários", prosseguiu ela.

Apesar do medo "partimos com a morte na alma", disse ela. "A embaixada mandou que partíssemos, porque o hospital tornou-se alvo das autoridades líbias. Mas deixamos para trás funcionários líbios, enfermeiras filipinas e médicos ucranianos", finalizou.



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