"Hoje faz dois meses que o projeto se estabilizou. Estabelecemos uma cooperação com uma associação de médicos sírios", explicou Filipe Ribeiro, diretor-geral da MSF.
Segundo Brian Moller, chefe do projeto, o hospital,s ituado num local que a MSF não quis precisar, tem capacidade para 12 camas, que podem aumentar para 30.
Até o momento, foram realizadas mais de 300 intervenções cirúrgicas e os feridos continuam chegando, segundo a fonte, que destacou a complexidade do deslocamento dos pacientes.
Nos últimos 12 meses, equipes da MSF entraram na Síria, mas apenas permaneceram no país rapidamente.
Dois jornalistas de canal árabe são apturados
Dois jornalistas do canal de televisão em língua árabe Al Hurra, com sede em Washington, foram capturados pelas forças favoráveis ao regime sírio em Aleppo."Os shabbihas (milícias favoráveis ao regime) capturaram um jornalista e o cinegrafista da Al Hurra", disse o coronel rebelde Abdel Jabbar al Oqaidi, chefe do conselho militar do Exército Sírio Livre (ASL).
"O jornalista árabe estava ferido no momento em que foi capturado, já o cinegrafista turco estava ileso", acrescentou. No momento da captura, os dois estavam em Sleiman al Halabi, um bairro próximo ao centro de Aleppo, onde uma jornalista japonesa que cobria os combates morreu na segunda-feira.
Japão confirma morte de jornalista
A jornalista japonesa Mika Yamamoto morreu nessa segunda-feira quando cobria os combates na cidade síria de Aleppo para a agência de notícias Japan Press, anunciou um colega que a acompanhava. A fonte disse que a jornalista cobria os confrontos entre o Exército e os rebeldes sírios na segunda maior cidade do país, quando "se viu no meio de um tiroteio".
Kazutaka Sato, outro jornalista da Japan Press, identificou o corpo de Yamamoto. Ele disse ao canal japonês NTV que os dois se viram diante de um grupo de soldados com uniforme de combate. "O que estava na frente usava capacete e pensei que eram tropas governamentais. Disse a Mika que corresse. Neste momento começaram a atirar. Devíamos estar a menos de 20 ou 30 metros. Começamos a correr e nos separamos. Não voltei a ver Yamamoto, depois me disseram para ir ao hospital. Lá encontrei o corpo", contou Kazutaka Sato.