México concede asilo político a Evo Morales
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México concede asilo político a Evo Morales

Secretário das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, disse que país acatou pedido por telefone por razões humanitárias

Por
Correio do Povo

Ex-presidente renunciou no domingo após recomendação das forças armadas

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O ex-presidente da Bolívia Evo Morales solicitou formalmente asilo político no México, que concedeu o pedido por razões humanitárias, afirmou o secretário das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard. Através de um pronunciamento, ele explicou que a ONU também será informada para fornecer proteção internacional ao ex-líder cocaleiro. O" Ministério das Relações Exteriores do México, com a opinião prévia do Ministério do Interior, na voz da Ministra Olga Sánchez Cordero, decidiu conceder asilo político ao Sr. Evo Morales por razões humanitárias e em virtude da situação de emergência que ele enfrenta, na Bolívia, onde sua vida e integridade estão em risco”, afirmou.

"Informamos que há alguns momentos recebemos uma chamada do presidente Evo Morales mediante à qual respondeu ao nosso convite e solicitou verbal e formalmente o asilo a nosso país", informou o chanceler em uma entrevista coletiva. Ele acrescentou que solicitou ao Senado da República que apoiasse a decisão.

Casaubón disse ainda que o país informou o Ministério de Relações Públicas da Bolívia “para que, de acordo com o direito internacional, possa conceder a correspondente conduta segura e a segurança, além de garantir que a vida, a integridade pessoal e a liberdade do Sr. Morales não sejam prejudicadas. em perigo e isso pode ser colocado em segurança”. O político não não especificou quando Morales chegará ao país.

Pelo Twitter, Evo, enviou uma mensagem pedindo o fim da violência no país, agravada após ele apresentar sua renúncia. "Peço ao meu povo com muito cuidado e respeito que cuide da paz e não caia na violência de grupos que buscam destruir o estado de direito. Não podemos enfrentar irmãos bolivianos. Faço uma chamada urgente para resolver qualquer diferença com o diálogo e a consulta".