"Como sempre manteve o governo do México, nosso país não pagará um muro, de modo algum e sob qualquer circunstância... Essa determinação não é parte de uma estratégia negociadora mexicana, mas um princípio de soberania e de dignidade nacional", afirmou a Secretaria de Relações Exteriores, em um comunicado.
No Twitter, em defesa do muro, Trump disse que o México é "uma das nações com mais crimes no mundo". Essa violência - rebateu o Ministério mexicano - é gerado pelo "tráfico ilícito de drogas, armas e dinheiro entre nossos países". Trata-se de "um problema compartilhado que acabará apenas se forem tratadas suas causas: a alta demanda de drogas nos Estados Unidos e a oferta do México (e de outros países)", acrescentou a Chancelaria.
Em seus tuítes neste domingo, Trump disse que, se México e Canadá continuarem tendo uma posição "difícil" na renegociação do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), ele terá de suspender a participação dos Estados Unidos nas discussões. Sobre isso, o México respondeu que continuará tendo uma posição "séria e construtiva, sempre pondo o interesse nacional à frente e buscando um resultado, no qual os três países norte-americanos ganhem".
O governo do México "não negociará o Nafta, nem qualquer outro aspecto da relação bilateral, pelas redes sociais, ou pelos meios de comunicação", completou o Ministério, manifestando sua "plena solidariedade com o povo e com o governo dos Estados Unidos pelos danos causados pelo furacão Harvey no Texas".