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México prende quarto militar investigado por ligações com narcotráfico

Violência de traficantes preocupa país

Um tenente-coronel foi detido na sexta-feira para ser interrogado em uma investigação sobre os cartéis da droga no México, o quarto militar na mesma situação em uma semana, anunciou o ministério da Defesa. A procuradoria militar cumpriu a ordem de localização e apresentação do tenente-coronel da reserva Silvio Hernández Soto, a pedido da Procuradoria Geral, informa um comunicado oficial.

Na terça-feira, o general da reserva Tomás Angeles, que foi vice-ministro da Defesa no atual governo, foi detido, assim como o general Roberto Dawe. Na quinta-feira, a polícia prendeu o general da reserva Ricardo Escorcia.
De acordo com fontes judiciais, os quatro militares são investigados pelo suposto recebimento de subornos do cartel dos irmãos Beltrán Leyva.

Violência ocorre por destaque na mídia, afirma pesquisador

A crueldade crescente em chacinas atribuídas ao narcotráfico no México não é obra de psicopatas, mas o resultado calculado da disputa por destaque na imprensa entre chefes dos cartéis que os leva a decapitar, mutilar ou enforcar em pontes dezenas de pessoas. “Não há antecedentes no mundo destes níveis de violência. Na Itália, com a máfia, houve um exercício da violência muito pontual, direto. Na Colômbia, há alguns casos, como o chamado 'Assassino da motosserra', mas nada comparado ao México”, comentou pesquisador do estatal Instituto Nacional de Ciências Penais Martín Barrón.

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