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Múmia de mais de mil anos é descoberta por acaso por trabalhadores de gás em Lima

Ao lado do corpo havia nove objetos de cerâmica, como tigelas, pratos, garrafas e cântaros tricolores com figuras geométricas e figuras humanas de pescadores

A descoberta acidental de uma múmia com mais de mil anos de antiguidade durante uma escavação para instalar uma extração de gás em Lima confirma que, sob as camadas de asfalto e terra sobre as quais foi construída a capital peruana, ainda existem túmulos pré-hispânicos, quando apareceu “um tronco de madeira de guarango, que antigamente servia como marcador de túmulos”, disse nesta quinta-feira (18) à AFP o arqueólogo Jesús Bahamonde, coordenador científico da empresa.

A surpresa viria após escavar até 1,20 metro, quando perceberam que estavam "diante de um fardo funerário (múmia) de uma cultura pré-hispânica. 15 anos”, disse o pesquisador à AFP. O corpo “estava em posição sentada, com braços e pernas flexionadas, acompanhado de cabaças e tudo bem com cordinhas”.

Ao lado do corpo havia nove objetos de cerâmica, como tigelas, pratos, garrafas e cântaros tricolores com figuras geométricas e figuras humanas de pescadores. “O enterro e os objetos encontrados a um estilo [de cultura] que se enriqueceu entre os anos 1000 a 1200”, indicou o arqueólogo da Cálidda.

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A tumba e as peças pertencem à cultura pré-incaica Chancay, que ocupou grande parte dos vales de Lima entre os séculos XI e XV. Foram descobertas enquanto os trabalhadores do gás removiam terra de uma avenida no distrito de Puente Piedra, no norte de Lima.

Na região houve um cemitério que, com o passar do tempo, foi coberto por camadas de terra até destruição, segundo os pesquisadores. Desde 2004, quando a Cálidda descobriu suas operações em Lima, a empresa já localizou mais de 2.200 descobertas descobertas de forma acidental.

No Peru, as empresas de serviços públicos devem contratar arqueólogos quando realizar trabalhos de detalhamento do solo, devido à possibilidade de encontrar restos devastados. Em Lima, com 10 milhões de habitantes, há mais de 500 sítios devastados, entre os quais se destacam ocorrências de “huacas” ou cemitérios construídos pelos antigos habitantes, principalmente com adobe.