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Macri pede em cúpula do Mercosul libertação de presos políticos na Venezuela

País foi questionado por organizações de direitos humanos pela detenção de líderes

País caribenho foi questionado por organizações de direitos humanos pela detenção de líderes
País caribenho foi questionado por organizações de direitos humanos pela detenção de líderes Foto : Norberto Duarte / AFP / CP
O presidente argentino, Mauricio Macri, pediu nesta segunda-feira "a libertação imediata dos presos políticos da Venezuela", por ocasião do início, em Assunção, de uma cúpula do Mercosul. O país foi questionado por organizações de direitos humanos pela detenção de líderes políticos, cujos estandartes são os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, por supostamente incitar a violência no país.

"Nos Estados parte do Mercosul não pode haver espaço a perseguições ideológicas", prosseguiu Macri. "Minha visão da democracia vai munto além de ir às urnas a cada período de tempo. A democracia é uma forma de vida, um pacto de conivência, porque esta é a diversidade com a qual enriquecemos", acrescentou.

A Venezuela celebrou no dia 6 de dezembro eleições legislativas que deram uma grande vitória à oposição, que ficou com a maioria qualificada da Assembleia Nacional. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou o resultado de ser um "golpe de Estado eleitoral" e prometeu aos seus seguidores defender a revolução chavista. "Chegou a hora de pedir um pouco mais à democracia", pediu Macri, um presidente de direita. Lembrando as ditaduras latino-americanas do século XX, prosseguiu: "Agora, no século XXI, pedimos mais liberdade e compromisso com uma nova democracia".