O presidente francês Emmanuel Macron se reúne com Donald Trump em Washington nesta segunda-feira (24), e apresentará 'propostas de ação' para combater a 'ameaça russa' na Europa e garantir a paz na Ucrânia. Macron chegou à Casa Branca pouco antes das 8h, horário local (10h em Brasília) para participar de uma ligação telefônica com os líderes do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).
Mais tarde, às 12h (14h em Brasília), ele terá uma reunião com Trump, além de um almoço e uma entrevista coletiva conjunta às 15h (17h em Brasília).Trump chocou a Europa quando disse que estava disposto a retomar as relações diplomáticas com o presidente russo, Vladimir Putin, e manter conversas com ele sem a presença da Ucrânia ou de países europeus.
O presidente republicano também repetiu os argumentos russos sobre a suposta responsabilidade da Ucrânia em iniciar a guerra, o que levantou preocupações na Europa de que o país poderia aceitar as condições de Moscou. Macron, que vem tentando coordenar uma resposta europeia à repentina reviravolta de Washington, está tentando persuadir Trump a incluir os europeus nas discussões entre a Rússia e os Estados Unidos, três anos após a invasão russa da Ucrânia. A Rússia é 'uma potência excessivamente armada... e continua a se armar. Não sabemos onde isso vai parar hoje. Então, todos nós devemos agir para contê-la', disse Macron antes de partir para Washington.
O presidente francês representará a Europa como um todo durante sua visita, após reuniões com líderes de todo o continente, incluindo o primeiro-ministro húngaro pró-Rússia, Viktor Orban, disse um de seus assessores. O presidente de centro-direita 'vai a Washington com propostas de ação que refletem as convergências que surgiram' das negociações, acrescentou a fonte. Macron está tentando convencer Trump a manter o tradicional apoio dos Estados Unidos à Ucrânia, respeitando sua soberania e garantindo que os interesses europeus sejam totalmente considerados, disse o assessor.
Ele também quer convencer seu colega americano de que a Rússia representa uma 'ameaça existencial' para a Europa e que Putin 'não respeitará' um cessar-fogo, acrescentou. A presidência russa acusou na segunda-feira a Europa de querer 'continuar' o conflito na Ucrânia, ao contrário dos Estados Unidos. 'Essa convicção dos europeus contrasta totalmente com o desejo de chegar a um acordo sobre a Ucrânia, que é o que estamos fazendo atualmente com os americanos', disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.