As projeções indicam que o candidato de centro e pró-europeu Emmanuel Macron é favorito para vencer sua adversária, a ultradireitista Marine Le Pen, no segundo turno das eleições presidenciais francesas, em 7 de maio. O resultado desse primeiro turno foi implacável. É a primeira vez em quase 60 anos que a direita estará ausente do segundo turno e a primeira que não terá representantes dos dois grandes partidos que dominam a política francesa em meio século: os socialistas do presidente François Hollande e os conservadores liderados por François Fillon.
"A direita sofre nocaute", intitulou a primeira página do jornal "Le Figaro", qualificando o resultado de "enorme desperdício". Segundo resultados quase definitivos do Ministério do Interior, Macron, de 39 anos, venceu o primeiro turno com 23,7% dos votos, à frente de Le Pen, de 48, a quem se atribuiu 21,9% dos votos.
• Emmanuel Macron, o novo rosto da política francesa
Eles são seguidos pelo conservador François Fillon e pelo esquerdista Jean-Luc Mélenchon, enquanto o grande derrotado deste domingo foi o socialista Benoît Hamon, que obteve apenas 6,2% dos votos. Jovem e à frente de um novo partido, o En Marche!, Macron, que não se considera nem de esquerda, nem de direita, ganhou a primeira etapa de uma disputa arriscada, sem nunca ter-se submetido ao veredicto das urnas.
Enquanto os votos contabilizados na França indicavam a vitória de Macron, o euro teve forte alta na manhã de segunda-feira na Ásia perante o dólar e o iene.
Macron tem vantagem na disputa no segundo turno da França contra Le Pen
Eleições tiraram siglas da direita tradicional da disputa pela primeira vez em 60 anos