López, que está em prisão domiciliar, rebateu Maduro e negou ter participado em reuniões para uma negociação com o governo. "Bem sabes @NicolasMaduro que não compareci a nenhuma reunião. Estou preso injustamente, primeiro em uma prisão militar, agora em minha casa", indicou López em mensagens no Twitter escritas por sua esposa, Lilian Tintori.
Bien sabes @NicolasMaduro que no he asistido a ninguna reunión. Estoy preso injustamente, primero en una cárcel militar, ahora en mi casa
— Leopoldo López (@leopoldolopez) 18 de setembro de 2017
"O Sr. Leopoldo López, mesmo em sua condição de detento, participou de reuniões", afirmou o presidente durante seu programa semanal, sem especificar as datas dessas reuniões. López, preso desde fevereiro de 2014, foi colocado em prisão domiciliar no dia 8 de julho por questões de saúde. Ele cumpre uma pena de 14 anos de detenção acusado de incitar a violência em protestos contra Maduro que deixaram 43 mortos naquele ano.
O governo venezuelano e a coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) iniciaram na quarta-feira passada contatos da República Dominicana para estabelecer as bases para uma negociação.No entanto, de acordo com Maduro, as partes estão em contato há mais tempo. "Se eu contasse o número de reuniões entre março de 2016 e 2017, poderíamos dizer mais de 100", disse ele.
Depois de ter concordado com a participação do Chile, México, Bolívia e Nicarágua como fiadores, os delegados de Maduro e a MUD se encontrarão de novo em Santo Domingo em 27 de setembro. A oposição anunciou no sábado a incorporação do Paraguai a esse grupo.