Será "para a busca e captura de todos estes conspiradores e para um castigo exemplar", advertiu o presidente.
Maduro explicou que o plano combinará esforços do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), da Justiça Militar e do Ministério do Interior. A ofensiva contra os "conspiradores" foi acertada na noite desta terça-feira, durante a reunião do Conselho de Defesa, convocado por Maduro após as advertências de Trump de impor sanções econômicas à Venezuela caso o presidente insista em seu projeto de Assembleia Constituinte.
Segundo o presidente venezuelano, o Conselho de Defesa também discutiu medidas econômicas e energéticas para se enfrentar as eventuais sanções, já que os Estados Unidos são um dos principais compradores do petróleo da Venezuela, praticamente o único produto de exportação do país. Ao abrir a reunião do Conselho de Defesa, realizado no Palácio de Miraflores, Maduro prometeu "mobilizar uma grande força anti-imperialista" para no dia 30 de julho - data da votação para formar a Constituinte - "derrotar todos os planos intervencionistas do Império (EUA), de seus lacaios da América Latina e do mundo".
Donald Trump assegurou na segunda-feira que "tomará rápidas e fortes medidas econômicas" se Maduro persistir em realizar a eleição da Constituinte, que a oposição considera uma "fraude" do chavismo para se perpetuar no poder e fazer da Venezuela "outra Cuba". "Os Estados Unidos não ficarão passivos enquanto a Venezuela desmorona", afirmou Trump em nota oficial, sem detalhar o alcance das medidas Além da escassez de alimentos e medicamentos e de uma descontrolada inflação, a Venezuela vive há quase quatro meses protestos contra o governo que já deixaram 96 mortos e milhares de feridos e detidos.