O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou nesta quarta-feira (3) que teve uma conversa por telefone com seu par americano, Donald Trump, há dez dias, e disse que o tom do diálogo foi 'cordial', em meio à crise mais recente entre Caracas e Washington.
Os Estados Unidos enviaram em agosto uma flotilha de navios de guerra para o Caribe, à qual foi incorporado no mês passado o maior porta-aviões do mundo, USS Gerald R. Ford, sob a justificativa de combater o narcotráfico. A Venezuela, no entanto, afirma que a operação tem o objetivo de derrubar Maduro.
'Conversei com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Posso dizer que a conversa foi em tom de respeito, inclusive posso dizer que foi cordial entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente da Venezuela', disse Maduro, ao fazer seu primeiro comentário público sobre o telefonema. 'Se essa chamada significa que estão sendo dados passos rumo a um diálogo respeitoso, de Estado para Estado, de país para país, bem-vindo seja o diálogo, bem-vinda a diplomacia, porque sempre buscaremos a paz', declarou o presidente venezuelano.
Trump havia confirmado no último domingo a conversa. 'Não diria que foi bem nem mal. Foi uma ligação telefônica', comentou. Hoje, o dirigente americano informou que o telefonema foi breve. 'Disse a ele apenas algumas coisas. É muito mais do que uma campanha de pressão. 'Em meio às manobras militares, autoridades de aviação americanas emitiram um alerta devido ao aumento da atividade militar no Caribe, o que levou oito companhias aéreas internacionais a suspenderem suas operações na Venezuela, alegando motivos de segurança.
Após o alerta, Washington suspendeu brevemente os voos da americana Eastern Airlines com deportados venezuelanos. As deportações foram retomadas hoje, com a chegada de 266 pessoas.