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Maduro presta juramento como presidente da Venezuela

Nenhum país da União Europeia ou das Américas participou da posse

Segundo mandato de Maduro vai de 2019 até 2025
Segundo mandato de Maduro vai de 2019 até 2025 Foto : Yuri Cortez / AFP / CP
O presidente venezuelano Nicolás Maduro prestou juramento nesta quinta-feira para um segundo mandato de seis anos, desafiando os Estados Unidos e grande parte da comunidade internacional. "Juro em nome do povo da Venezuela (...) juro pela minha vida", declarou Maduro, que recebeu a faixa presidencial do presidente da Suprema Corte de Justiça (governista), em um ato que não foi assistido por nenhum representante da União Europeia (UE) ou a maioria dos países das Américas.



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A UE, os Estados Unidos e o Grupo Lima - formado por 14 países - ignoraram a reeleição de Maduro nas eleições de 20 de maio, promovidos pela Assembleia Constituinte no poder e boicotadas pela oposição, que as considerou uma fraude. Pouco antes da posse, os Estados Unidos novamente se negaram a reconhecer a legitimidade do governo Maduro e prometeram aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, de acordo com o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton.

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"Os Estados Unidos não reconhecem a posse ilegítima da ditadura de Maduro. Continuaremos aumentando a pressão sobre o regime corrupto, apoiando a democrática Assembleia Nacional (Parlamento) e cobrando democracia e liberdade na Venezuela", escreveu Bolton no Twitter. Washington já anunciou novas sanções financeiras contra personalidades e empresas na Venezuela.

O presidente venezuelano, de 56 anos, foi empossado perante o Tribunal Supremo Eleitoral (TSJ) e não perante o Parlamento, a única instituição nas mãos da oposição. Quase em paralelo, em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza uma sessão extraordinária sobre a situação no país sul-americano.